S. Almendros
tomando nota.Contando primaveras
Aos exatos 13 dias do mês de julho, eu nasci. O ano era 1983. Dia mundial do Rock. Reza a lenda que minha mãe deu a luz em uma sexta-feira treze. E eu já comecei a dar trabalho logo no dia do parto – deixei minha mãe em coma, depois de uma cesariana um tanto complicada.Minha mãe diz que meu pai esperava pela ‘cria mulher’ desde o nascimento do meu irmão mais velho. Costumo brincar que quando eles nasceram, meu pai disse: ‘Droga, é um menino, bota o nome dessa porcaria de Sandro, vai!’. Aí nasceu o segundo: ‘ Menino de novo? Tá né? Poe o nome do infeliz de Alexandre…’. Claro que tudo isso é mentira. Fruto da minha imaginação. Essa que completa 26 anos. Mas o que não deixa de ser verdade é que desde o Sandro o nome Sheila já tinha sido escolhido. Não me pergunte porque. Meu pai adorava. Eu acho estranho. Sheila é um nome irlandês, ‘radicalizado’ na Austrália. Tanto é que Sheila lá na terra dos cangurus é como se fosse Maria aqui no Brasil…nome tão comum que até virou gíria. Mina na Austrália é Sheila. E eu não estou mentindo – reparem na placa do banheiro feminino do Outback…
Minha mãe sempre gatona. Depois do susto que eu dei nela quase matando a coitada, parece que ficou mais linda ainda. Pesquisando no google sobre os acontecimentos de 1983, me dei conta que muita desgraça aconteceu naquele ano. Morte de não sei quem, fulano de tal foi assassinado, o marido da Maria da Penha atirou nas costas dela (por isso a lei a qual defende mulheres de agressões dentro de casa). Espero que meu nascimento não tenha sido também uma desgraça. Mas, para limpar um pouco a mancha de sangue desse parágrafo, podemos contar que o primeiro álbum da Madonna foi lançado no mês de julho. Olha que legal!? Fui uma criança muito quieta. Uma tremenda caipira. Não falava com quase ninguém e vivia praticamente agarrada nas pernas do meu pai ou da minha mãe. Meu irmão mais velho sempre foi um tremendo companheiro na minha infância, e o do meio um capeta que infernizava a minha vida. Era só ver que minha mãe tinha feito dois rabos de cavalo nos meus cabelos, que ele grudava nas minhas costas e me fazia de ‘motoquinha’. ¬¬
Apesar de ter nascido em Sorocaba, me mudei de lá com menos de um ano. Mas fui criada mesmo em Guarulhos, Grande São Paulo. E lá eu morei em umas 200 casas, estudei em 300 escolas e fiz 400 amigos. E na época de escola que comecei a perder um pouco da caipiragem X timidez e fui aprendendo a aumentar o ‘network’ desde pequena. Dou graças a Deus por não ter nenhuma foto scaneada dessa época, pois eu era um verdadeiro filhotinho de cruz credo. O cabelo é do jeito que tua mãe gosta (e não você), seus dentes crescem mais que sua boca e só o meu nariz queria aparecer.
Precisamente nessa época eu morava em um condomínio legal próximo ao aeroporto chamado Parque CECAP. Nenhum adulto curtia morar lá, mas a criançada adorava! Eu vivia andando de bicicleta, brincava de Barbie no corredor com as minhas 1000 amigas, fechando o caminho para os moradores passarem de tanta coberta e brinquedo espalhados no chão. Um verdadeiro pardiêro! Fora as partidas de ‘rouba bandeira’ e afins que a gente jogava com aquela galera enorme, ou as turmas que se juntavam pra ficar dançando New Kids on The Block, todos com os passos ensaiados… em casa, costumava pegar a vassoura, amarrava uma bandana na cabeça, pegava o óculos de sol do meu irmão escondido e imitava o Axl Rose na sala. Até minha mãe pegar e eu morrer de vergonha…
E na adolescencia eu me mudei pra Arujá. Quase amarrada no capô do carro do meu pai, de tão contrariada. Senti uma grande diferença da qualidade de ensino da escola em que estudava em Guarulhos e a nova escola que minha mãe me matriculou. Mas mesmo assim, fiquei por lá até meu terceiro colegial. Comecei a ficar mais ajeitadinha, entrei pro coral da cidade e fiquei um bom tempo por lá, fazendo o que mais curti fazer em toda a minha vida – cantar. Ah, e pra não perder o costume, também fiz novos amigos.
Mas falando sério agora, desde a minha última foto com o canudo na mão (formatura do terceiro colegial) até hoje (estou quase com o canudo da faculdade na mão) senti que pouquissimas coisas mudaram. Na minha vida, eu digo, porque na minha personalidade muita coisa é diferente hoje. Como toda pessoa normal, tive meus capotes feios, daqueles que ralam os dois joelhos e deixam hematomas por uma eternidade, mas sempre tive na cabeça que o tempo corre depressa demais pra gente perde-lo lamentando o leite derramado. E acredito que isso fez com que hoje eu seja mais forte do que muita gente imagina. De frágil eu só tenho a aparência e o jeitinho de andar…
E de tudo e todas as coisas que aconteceram, das pessoas que chegaram e passaram, das que permaneceram, das que nem fizeram questão de fazerem a diferença e das que realmente fizeram, cada ano desses 26 tem algo a ver com todas: das mudanças, amadurecimento, aprendizado e uma série de coisas que a vida ensina a gente a lidar da melhor maneira possível.
E claro, os principais responsáveis por tudo – a família.

- O irmão encapetado (de azul) ficou gordo depois que casou com a Lu (que está do lado dele), minha mãe, meu anjo sem asas e minha maior inspiração, a sobrinha mais velha (canta Elvis que é uma beleza), meu pai, herói…Sandro, o mais velho e sua pequena Luana… a Vivian (esposa do Sandro) está ausente da foto (não, não foi ela quem tirou a foto, ela tinha ido trabalhar mesmo)…
E nessas, a gente acaba crescendo, já que não dá pra ser Peter Pan, assumimos responsabilidades, aquelas que víamos nossos pais lidando quando éramos pequenos… nos preocupamos em arranjar uma profissão, e manter-se durante toda a vida com ela. Os amigos também conquistam ideais, alguns ficam um pouco mais ambiciosos, outros menos, e o tempo se torna cada vez mais curto para que você possa aproveitar cada um deles.
Escolhi comunicar. Estou estudando (inutilmente ou não) para isso. E ainda estou na fase de conquistas – o estágio que tanto esperava, o freela na revista que cresceu lendo. Só aquela coisa toda de amor que ainda não conquistei. Mas também não é algo que tenha pressa para encontrar.
Pra finalizar, já que eu nasci e cresci na era do Atari, do Cara a Cara, do Viva a noite, do cabelo com permanente, do Pula Pirata, da Madonna, Hammer, Vanilla Ice, Guns’n Roses e Michael Jackson, farei um top 10 das músicas mais tocadas em 1983, segundo a revista Billboard. Engraçado que das 10, oito delas eu escuto desde então. Segue as versões que mais me convém, tá? O aniversário é meu, o blog é meu, e eu posto a música que eu quiser…
1º Billie Jean, Michael Jackson
6º Do you really want to hurt me, Culture Club
7º Come on eileen, Save Ferris
9º Africa, Toto
10º Back on the chain gaing, Danni Carlos
Os bárbaros do século XXI
Não é muito difícil de sacar que eu não sou fã de futebol. Basta ver o meu interesse por qualquer assunto que se destina à isso. Na verdade, quando se trata de fazer piadas, até entro na dança para tornar a tal indesejada conversa mais agradável – assim não fico sendo a senhora crítica chata desmerecedora do esporte mais adorado do País. Mas…lendo o blog de Felipe Andreoli sobre o episódio de ontem, me lembrei da principal causa que me faz ter distância do gosto ao futebol: o excesso de ignorância da maioria (leia-se MAIORIA e não TODOS) torcedores: independentemente do time, regionalidade ou o que seja.
Para quem não sabe, ontem o repórter do CQC mencionado acima foi cobrir a final de Inter X Corinthians lá no Sul. Não só ele, mas a equipe do programa (incluindo cinegrafista e produtor) foram recebidos com violência pelos torcedores do Inter no estádio. Quem acudiu os caras foi um segurança e alguns poucos torcedores do próprio Inter. Em pleno século XXI ainda damos de cara com situações pouco eloquentes dentro de um esporte que deveria ser sinônimo de festa, e não de fanatismo e violência.
Segundo Andreoli, nenhuma piada foi feita. Mas, com piadas ou sem piadas, o que eu acredito humilde e honestamente é que piada é respondida com outra piada, não com socos, latadas e dedadas. Ter humor é questão de inteligência e, em um país o qual lutamos arduamente pela liberdade de expressão, possuir cidadãos que não aprenderam a rir de si mesmos, só me faz pensar que em pleno século XXI, vivemos ainda na era dos Bárbaros. Eles sim tinham razões parar agirem com ignorância, pois não possuiam educação nem tão pouco informação. Hoje vivemos na era da tecnologia, da informação, da inclusão social, mas com alguns bárbaros que se recusam a serem adestrados para viverem em sociedade.
Não digo isso só pelo episódio de ontem. Não foi a primeira vez que isso aconteceu e infelizmente não será a última. Mas me revolta perceber que as pessoas insistem em retroceder ao invés de evoluirem.
A regionalidade e a defesa dela foi muito comentada pelos leitores do blog. E mais uma vez achei a pior besteira do mundo. A ignorância está presente em todos os Estados do Brasil, assim como em todos os outros países do planeta. Não se trata somente de sulistas agressores, e sim de seres humanos defensores da violência. E fico ainda mais abismada em ler pessoas defendendo tal atitude desonrosa porque ‘fulano fez por merecer’ ou ‘aqui em tal lugar o buraco é mais embaixo’… minha gente, cadê a sobriedade e a alegria do povo brasileiro aqui? É assim que seremos merecedores de sediar uma copa do mundo? Naaa não!
Ah! Só uma informação propagada: Paulistas, paulistanos e afins também fazem brincadeiras com paulistas, paulistanos e afins. Não se trata de regionalidade, se trata de SENSO DE HUMOR.
Link do Andreoli: http://felipeandreoliblog.blog.uol.com.br/
Um sumiço justificavel.
Não sou adepta em culpar determinadas atividades do meu cotidiano para minhas ausências, sejam virtuais, ou mesmo de corpo presente. Porém, é notável que aqueles malditos trabalhos de conclusão de curso realmente ocupam a maior parte do nosso tempo – e irritantemente acabam com nossa disposição.
Nessa última etapa universitária, fui apresentada à um desconhecido: a ressaca social. Pois bem, ela existe sim. Tem dias que a vontade de sair e conhecer novas pessoas, rever antigas e papear com todo mundo está em alta. Mas do dia seguinte…se enfiar debaixo das cobertas e assistir um filme quieta é a pedida da vez.
Só Deus sabe o quanto meu trio ralou para entregar o pré-projeto no prazo. Refizemos inúmeras vezes, trocamos de personagem na metade do semestre – corremos tanto pra conseguir os ’sims’ necessários que parece história de pescador. Mas se tem uma coisa que conseguimos nos orgulhar, não foi nem do humilde 8,5 que nos deram, mas de ter conseguido bater a meta em tempo glorioso.
Pra ser bem franca, esse assunto pouco interessa a quem entra aqui. Mas de certa forma, é um alivio imensurável escrever em caixa alta TERMINAMOS.
Agora começa a segunda etapa: o pega pra capar. E haja cara de pau pra ficar no pé dos outros pra conceder entrevista…adoro!
Bom, é isso. O abandono do lar foi justificado. Mas, para não dizer que sou uma péssima blogueira, ainda tem vestigios de mim no http://phdemseilaoque.blogspot.com e de vez em quando no http://sheilaalmendros.blogspot.com
A quem possa interessar…see ya!
Envelhecendo no carnaval
Eu não faço parte de uma minoria que não gosta do carnaval. Na verdade eu ando conhecendo inúmeras pessoas que também sofrem desse mesmo asco. Posso parecer fresca e um tanto antiquada em achar o carnaval a data mais fútil do ano, a qual as pessoas esquecem suas limitações, se rendem aos prazeres da carne, etc e tal.
A verdade é que tudo que eu não tolero há nessas festas: gente bêbada, gente volúvel e vulnerável, ausência de limites. Muita coisa desnecessária acontece, mas esse post não é sobre filosofias do comportamento humano no carnaval brasileiro.
O fato é que me sinto velha nessa época do ano. Todos viajam, menos eu. Deve ser porque eu gosto de evitar aquela baderna que pouco me importa. Não sou do tipo antisocial ou tão pouco corrosiva ao tumquixiquitum, mas eu realmente me torno uma mulher pouco simpática diante das coisas que citei acima.
Geralmente nessa época eu fico em casa e com pouco dinheiro. Assisto inúmeros filmes (números expressivos que jamais pensei em alcançar), penso demais nas coisas que não deve, me inspiro absurdamente, escrevo horrores e quando acaba, vejo que eu poderia ter estudado mais, por exemplo.
Nesse último ano de faculdade as coisas estão se atroncando. Se é que essa palavra existe. Coloco em escala de prioridades as responsabilidades mais importantes e acabo sempre seguindo a lista por ordem inversa.
Ao invés de ler o livro indicado para meu TCC, eu fico torcendo para algum e-mail chegar e eu ter que respondê-lo. Mas esqueço que todos viajaram e só eu fiquei aqui. Quem se lembrará da existência da internet uma hora dessas?
Torço para que chova, para que meu ex-namorado volte da cor de escritório da praia que ele foi ’se divertir’ , só para ter o gosto de saber que não foi tão bom como deveria ser.
Torço para chegar quarta de cinzas logo, assim todos voltam ao normal, o mundo volta a funcionar e o Prison Break volte a ser transmitido.
E de tanto torcer, não faço nada do que deveria ser feito ou que programei.
Mas o que mais me ‘anima’ (na versão mais cínica possivel) é saber que, o mundo voltando ao normal pós carnaval, as consequencias do que eu fiz por impulso ou simplesmente deixei de fazer virá a tona. E uma bola de neve vai se formar bem diante do meu nariz. Vindo bem na minha direção.
Enquanto isso, escrevo no PHD os mais inspirados textos da minha vida…Solta o som do Beirut que a música é propícia…
Tensão pré chacina
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Mulher de TPM é mulher intolerante… mas ela tem que ser TOLERADA! Há vários estágios os quais ela passa, e num momento de auto-gladiação ela precisa de companhia, nem que seja pra ficar de boca calada. Os estágios são:
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Sensibilidade a flor da pele: choramos até no comercial de margarina;
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Irritação a flor da alma: se chamar de benzinho é um óbito, se for de tranqueira é uma chacina!
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Tudo é ruim: roupa, cabelo, sapato, o tempo, as pessoas, as ruas…
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e nada tá legal: todos a odeiam, há uma conspiração contra nós mulheres JUSTO no dia de TPM…
2. Nessa fase, mulher não quer conselho, quer CONCORDÂNCIA. E sem discutir, por favor…
3. Nada é impossível para os outros, mas para nós…é o fim do mundo!
4. Tente mantér distância pra falar de assuntos sérios, mas só os coloque em pauta apenas se for muito necessário, caso o contrário, é melhor deixar pro dia seguinte…ou pra daqui uma semana…
5. Quer agradar? Dê chocolate! Mas deixe-a comendo sozinha; nem ousa pedir um pedaço.
Não estranhe se depois de dois dias tudo voltar ao normal como se nada tivesse acontecido. Com a mesma facilidade que a tpmementada se fragiliza, ela também se esquece… é quase um Alzheimer…
Postado no PHD em setembro de 2008
Secretária eletrônica

Um momento de distração em família
Nesta noite de domingo chuvosa me permiti curtir uma preguiça aguda, consequencia de uma quinta no barzinho com os amigos curtindo stand up, amarrando bexigas na madrugada de sexta pra sábado e festinha da sobrinha mais velha.
Me liguem só na segunda…
Beijos Bélgica!
Sobre o PHD…
Come on Eileen, Dexy\’s Midnight Runners
Me perguntaram várias vezes, ‘por que PHD em sei lá o que’? Precisa ter uma lógica específica?
Sinceramente, queria que fosse algo subliminar, sabe? Algo que todo mundo apanhasse pra descobrir o real significado e que depois que descobrissem, falassem: ‘caramba, é tão simples! Porque não me toquei antes?’…aquela mesma sensação que você tem após descobrir que o símbolo do Carrefour não é uma seta, e sim um ‘C’ branco…
Mas, depois de recolher-me à minha insignificancia, descobri que eu não era ninguém pra achar que alguém perderia seu precioso tempo tentando imaginar durante dias, que raios significava o título do blog que mais me orgulho. É mais fácil perguntar…
Teoricamente, “phd em sei lá o que” quer expressar o que realmente somos: meros entededores de porcaria alguma. Como o blog é escrito só por mulheres e 98% dos nossos amigos leitores que leem são mulheres (ou seja, leitoras, mas por causa de 2% temos que transformá-las em palavra masculina), nos referimos à esse Universo que ‘homem não entende a mulher e vice-versa’.
Os garotos não gostam do que escrevemos, isso é fato! Mas não temos o intuito de demonstrar feminismo abusivo em nossos relatos e na novelinha que começamos a contar, e sim oferecer às nossas coleguinhas confusas e apaixonadas que assim como eles, elas também podem agir da mesma forma e sem se machucar tanto. Isso pode incluir tudo: relacionamentos, amizades, profissional…aí entra o famoso paradoxo: se elas não são entendedoras de nada, como dão ‘dicas de superação’ ? Simples…não damos dicas, compartilhamos da dúvida e tentamos descobrir juntas.
É nessas e outras que lançamos o nosso e-mail no blog para as meninas que quiserem expressar seus pensamentos possam compartilhar com a gente. Poucas fazem, muitas se interessam e quase nenhuma argumenta.
O que se passa na cabeça e no dia-a-dia da Tuka, Poulain e Gita não é muito diferente do que todas passam. E é incrivel a capacidade que nós mulheres temos de acabar com o nosso dia por coisa que poderíamos relevar. (tá vendo? Isso não é pensamento feminista!) Ali estão todas as impressões e reações que nosso alterego colocaria em prática, não nós mesmas…
Enfim, o blog foi montado em um momento de transição da minha vida, chamei mais duas amigas que escrevem muito bem para compartilharem comigo algumas frustrações marcantes…e pimba! Deu certo! A única coisa que falta agora é irmos ao Jô falar sobre o assunto…
Ah, olha só… os nomes de música que aparecem no começo de cada post na verdade é um link que redireciona para outro site… assim você pode escutar a mesma música que ouvi enquanto escrevia aqui…
O link do PHD está logo ao lado
That’s all, folks…
Despreendimento
A maneira de enxergar as coisas que se passa em nossas vidas pode mudar de ótica, dependendo do ponto de vista da pessoa. Tudo começa como novo: você finalmente encontrou alguém que tenha todas as qualidades que você procura, todos os defeitos suportáveis de acordo com teus próprios defeitos e uma ligação repleta de sintonia e afinidades. Até que, como num rajar de fogo brando, tudo que parecia encanto desmoronou em fração de segundos.
Para alguns, a mudança repentina não tem explicita resposta – por mais que questionamentos sejam feitos, nenhuma indagação pode afirmar com precisão o que realmente acontece. Aparentemente, todas as respostas eram encontradas em apenas se sentir bem com tamanha simplicidade nas coisas; na afeição por um outro ser que só de te olhar te faz sorrir… e hoje esse olhar se transformou em preocupação.
O que evidencia diante de tal fato é o medo de ser feliz. Temor de perder algo que já tem e sempre terá; talvez enxergar algo novo que realmente te tire da condição acomodada que hoje está, a qual não te agrega nada. Cegar-se a ponto de não encontrar as respostas que sempre procurou… o medo de voltar a viver um pesadelo que nós mesmos deixamos acontecer, esquecendo que quem não arrisca, para na vida.
É difícil de se entender, no meio desses prazeres mundanos que os dias atuais oferecem, que o segredo da felicidade está nas coisas simples que aparecem nas nossas vidas – nada é em vão, nada é coincidência. O que pode parecer remédio para as dores d’alma sem o menor esforço de assim ser, torna-se um nada diante dos prazeres da carne que os seres humanos se entregam de corpo e não de alma. Hoje, a ilusão da felicidade encontra-se, nada mais, nada menos, na efemeridade terrena, nos passos longos e sem rumo, em aproveitar somente o que o desejo pede…mas, e o coração?
O coração é sempre aquele considerado como “o marido traído”. Taxado de burro, ignorante, leviano… entre outros adjetivos que só fazem os seus donos esquecerem que ele fala por si só. Para os modernos, não há quem possa fazer com que o coração se liberte da redoma ou da prisão ao qual a maioria das pessoas o trancam e jogam a chave no bueiro. Não vale mais a pena sorrir para o próximo, corresponder uma gentileza, olhar o nascer do sol (porque o cair dele não nos faz levantar mais cedo para assistir). A comodidade sentimental do ser humano tornou-se tão igual à comodidade de reparar na simplicidade das coisas.
Não saímos mais pra dançar, saímos para encontrar o passatempo da noite. Não nos aproximamos para conhecer melhor a pessoa, saber de seus valores e ideais – queremos só o prazer pré-disposto. Não sentimos a brisa nos nossos rostos porque andamos com os vidros fechados e não acreditamos mais nas pessoas porque andamos com os olhos e o coração adormecidos…
Vamos então encher a cara, porque a curtição da vida é se esquecer dela!
O Transporte Coletivo
Hoje entendo perfeitamente o porquê das avenidas, marginais e principais estradas de São Paulo andam tão congestionadas pelo excesso de carros nas vias. Possivelmente eu seria uma das responsáveis por esse caos urbanizado se tivesse condições de participar de tal estatística…
O que mais inibe um ser humano dotado de, no mínimo, 50% de educação necessária para o bom convívio de adotar o transporte coletivo como método de locomoção, sem dúvida, é a falta dos 50% ao menos de educação da maioria que utiliza o instrumento citado.
Relatando a minha experiência de hoje, a qual na verdade tenho todos os dias, posso começar pela minha observação logo na catraca. Um garoto baforando seu terrivel e mal-cheiroso cigarro dentro do metrô (proibido POR LEI FEDERAL) e como se não bastasse a bituca acesa estava perto da minha calça e para todos fumarem coletivamente com ele, claro que a baforada foi pra cima…
Fora que FILA e ORDEM são duas palavras que não existe nessas áreas desde a década de 70, acredito eu… puxei assunto com uma garota que estava com o namorado na plataforma do metrô, tentando entrar em um dos vagões, já que eles eram os primeiros da “fila” (a qual NUNCA ninguém respeita) e apareceram centenas e milhares de pessoas do bueiro ou sei lá da onde e entraram na frente deles para embarcar, como se o teto daquela plataforma fosse desabar a qualquer momento ou se aquele trem fosse o último a passar por todo o resto da vida…ficamos para o próximo trem…que passaria daqui 3 MINUTOS…
Dois minutos e meio depois o outro trem chegou…e dessa vez fomos espertos, apesar de um engraçadinho ter entrado na frente deles novamente e CLARO que nos entreolhamos… perdi a garota de vista no momento que fui ARREMESSADA para dentro do vagão e sem querer virei um tapão na cara de uma moça, na esperança de conseguir segurar em algum lugar daquela lata de sardinha e evitar de beijar o pé de alguém…mais uma vez as pessoas se esquecem que OUTRO TREM PASSARÁ EM MENOS DE 3 MINUTOS e não há necessidade de empurra-empurra e nem tão pouco de aperto…
Detalhes importantes: nas principais plataformas, há adesivos ENORMES, solicitando aos cidadãos que aguarde o desembarque dos passageiros para DEPOIS embarcar. Claro que aquilo nem é lido… ou as pessoas insistem em serem ignorantes…parece jogo de futebol americano quando as portas se abrem…
Adesivo de saída do lado direito da porta? Pra que serve aquilo? Cada um sai do lado que der! E se tiver porta no teto…pode ser por lá também!
Chegando na minha estação, me recompondo daquela loucura, me direcionei à porta para o desembarque…mas…quem disse que consegui segurar em algum lugar? O que serve para evitar quedas com as brecadas do “maquinista” tá ali, servindo de apoio para um jovem cansado e sem simancol…enquanto tentava ali me equilibrar em minhas pernas para evitar novamente me encontrar com o chão… isso quando alguém não vira papagaio de pirata em seu ombro quando sentamos perto da barra de ferro horizontal e um dito ser acomoda a sua bunda gorda e desprezível no ferro e em você…
Claro que há também as gafes cotidianas, como fingir que está dormindo no banco reservado só pra não dar lugar a grávida de 7 meses, deixar o peludo e fedido sovaco solavancando o odor de um dia de trabalho em suas narinas e a maldita pressa de sempre, querendo tirar o pai da forca a todo custo a troco de nada!
No ônibus e lotação não é diferente. Primeiro que a lotação comporta cerca de 18, 25 pessoas no máximo. Entre às 17h e às 20h aquilo comporta 60! E sempre tem espaço pra mais um: “costa com costa ai no corredor ae genteeeee” – grita o cobrador.
Agora, o boom da década não são mais nem os que dormem ao teu lado e ficam balangando feito pêndulo, batendo constantemente e irritantemente do teu ombro quentinho e confortável, são os de baixa cultura, que compram aqueles celulares que tocam música, tiram foto, dança e sapateia, fazem mil coisas e o cara não sabe usar a metade, parcela em 24X no carnê e esquece A PORRA DO FONE DE OUVIDO em casa…ou nem sabem da existência dele, na verdade… rola de tudo em alto e bom som: funk carioca, pagode, sertanejo…e o engraçado é que eles acreditam FIELMENTE que todos ali, voltando cansados do trabalho, tem o mesmo gosto que o dele, a ponto de colocar alto pra todo o ônibus escutar – além do transporte, a música também se torna coletiva…mas sem você querer…não tem opção de escolha. Alguém já viu algum cara assim colocar pra tocar blues dentro do ônibus? Acho que não…
E é algo tão simples: fone de ouvido é vendido em barraca, vem com o celular, com o mp3, mp4, mpmotherfuckerkissmyass, disk man e até o lendário walk man!
MEU DEUS!
Pra finalizar, tem também o terror das viagens matinais: o excesso de creme sem enxágue no cabelo das “coléga”. Desse mal eu não sofro mais, pela graça divina, já que pego ônibus depois da hora do almoço pra ir pro trabalho. Mas, pelo meu entendimento à respeito do assunto, creme sem enxague deve ser usado em quantidade expressivamente pequena, nas pontas do cabelo, só pra reduzir o volume. Mas tem gente que insiste de passar da raiz as pontas, com aquele cabelo melado a ponto de dar nojo, deixando marcas molhadas nas costas da blusa e aquele cheiro doce e horriveil, lembrando de todos os pormenores do teu café da manhã conversando eu teu estômago…
Acho que as pessoas esquecem a educação debaixo do edredom antes de sair de casa. Queria eu ainda andar de bondinho e ser cortejada pelo rapaz que sentaria ao lado, sem malícia alguma, sem me olhar como se eu fosse um pedaço de carne…
Apesar que, se eu vivesse naquela época, não teria essa ferramenta pra dividir com “mais de mil” uma estupidez qualquer de uma rotina sem importância…
Começa o primeiro tempo…
Decidi abrir um novo blog… esse é o terceiro. Um que colaboro e outros dois que escrevo livremente. Um deles é só material de trabalho, já que estou engatinhando nessa coisa de ser jornalista. O outro é esse aqui.
Esse mais novo que nasce em uma madrugada de segunda vai servir pra postar os textos que procuro expressar o meu humor durante a semana – cansei de fazer isso no fotolog. Por lá as pessoas não levam a sério…não que aqui as minhas palavras vão ser levadas a sério um dia… mas a obrigação de sempre postar alguma foto (muitas vezes a foto não tem nada a ver com o texto) acaba me forçando a sentir que tenho que seguir regras, até na internet! Isso também não quer dizer que não vou postar fotos por aqui…mas isso não se tornará uma obrigatoriedade.
Dificil mexer nesse troço, né? WordPress… estranhar o novo sempre fez parte da minha vida. Mas acho que em um ano eu aprendo todas as funcionalidades que por aqui tem…
Assim começo minhas atividades por aqui…sem entender de nada, sem conteúdo algum…e sem nenhuma justificativa pra tudo isso…
Reticente.




