S. Almendros
tomando nota.Arquivo para Janeiro, 2009
Tensão pré chacina
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Mulher de TPM é mulher intolerante… mas ela tem que ser TOLERADA! Há vários estágios os quais ela passa, e num momento de auto-gladiação ela precisa de companhia, nem que seja pra ficar de boca calada. Os estágios são:
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Sensibilidade a flor da pele: choramos até no comercial de margarina;
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Irritação a flor da alma: se chamar de benzinho é um óbito, se for de tranqueira é uma chacina!
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Tudo é ruim: roupa, cabelo, sapato, o tempo, as pessoas, as ruas…
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e nada tá legal: todos a odeiam, há uma conspiração contra nós mulheres JUSTO no dia de TPM…
2. Nessa fase, mulher não quer conselho, quer CONCORDÂNCIA. E sem discutir, por favor…
3. Nada é impossível para os outros, mas para nós…é o fim do mundo!
4. Tente mantér distância pra falar de assuntos sérios, mas só os coloque em pauta apenas se for muito necessário, caso o contrário, é melhor deixar pro dia seguinte…ou pra daqui uma semana…
5. Quer agradar? Dê chocolate! Mas deixe-a comendo sozinha; nem ousa pedir um pedaço.
Não estranhe se depois de dois dias tudo voltar ao normal como se nada tivesse acontecido. Com a mesma facilidade que a tpmementada se fragiliza, ela também se esquece… é quase um Alzheimer…
Postado no PHD em setembro de 2008
Secretária eletrônica

Um momento de distração em família
Nesta noite de domingo chuvosa me permiti curtir uma preguiça aguda, consequencia de uma quinta no barzinho com os amigos curtindo stand up, amarrando bexigas na madrugada de sexta pra sábado e festinha da sobrinha mais velha.
Me liguem só na segunda…
Beijos Bélgica!
Sobre o PHD…
Come on Eileen, Dexy\’s Midnight Runners
Me perguntaram várias vezes, ‘por que PHD em sei lá o que’? Precisa ter uma lógica específica?
Sinceramente, queria que fosse algo subliminar, sabe? Algo que todo mundo apanhasse pra descobrir o real significado e que depois que descobrissem, falassem: ‘caramba, é tão simples! Porque não me toquei antes?’…aquela mesma sensação que você tem após descobrir que o símbolo do Carrefour não é uma seta, e sim um ‘C’ branco…
Mas, depois de recolher-me à minha insignificancia, descobri que eu não era ninguém pra achar que alguém perderia seu precioso tempo tentando imaginar durante dias, que raios significava o título do blog que mais me orgulho. É mais fácil perguntar…
Teoricamente, “phd em sei lá o que” quer expressar o que realmente somos: meros entededores de porcaria alguma. Como o blog é escrito só por mulheres e 98% dos nossos amigos leitores que leem são mulheres (ou seja, leitoras, mas por causa de 2% temos que transformá-las em palavra masculina), nos referimos à esse Universo que ‘homem não entende a mulher e vice-versa’.
Os garotos não gostam do que escrevemos, isso é fato! Mas não temos o intuito de demonstrar feminismo abusivo em nossos relatos e na novelinha que começamos a contar, e sim oferecer às nossas coleguinhas confusas e apaixonadas que assim como eles, elas também podem agir da mesma forma e sem se machucar tanto. Isso pode incluir tudo: relacionamentos, amizades, profissional…aí entra o famoso paradoxo: se elas não são entendedoras de nada, como dão ‘dicas de superação’ ? Simples…não damos dicas, compartilhamos da dúvida e tentamos descobrir juntas.
É nessas e outras que lançamos o nosso e-mail no blog para as meninas que quiserem expressar seus pensamentos possam compartilhar com a gente. Poucas fazem, muitas se interessam e quase nenhuma argumenta.
O que se passa na cabeça e no dia-a-dia da Tuka, Poulain e Gita não é muito diferente do que todas passam. E é incrivel a capacidade que nós mulheres temos de acabar com o nosso dia por coisa que poderíamos relevar. (tá vendo? Isso não é pensamento feminista!) Ali estão todas as impressões e reações que nosso alterego colocaria em prática, não nós mesmas…
Enfim, o blog foi montado em um momento de transição da minha vida, chamei mais duas amigas que escrevem muito bem para compartilharem comigo algumas frustrações marcantes…e pimba! Deu certo! A única coisa que falta agora é irmos ao Jô falar sobre o assunto…
Ah, olha só… os nomes de música que aparecem no começo de cada post na verdade é um link que redireciona para outro site… assim você pode escutar a mesma música que ouvi enquanto escrevia aqui…
O link do PHD está logo ao lado
That’s all, folks…
Despreendimento
A maneira de enxergar as coisas que se passa em nossas vidas pode mudar de ótica, dependendo do ponto de vista da pessoa. Tudo começa como novo: você finalmente encontrou alguém que tenha todas as qualidades que você procura, todos os defeitos suportáveis de acordo com teus próprios defeitos e uma ligação repleta de sintonia e afinidades. Até que, como num rajar de fogo brando, tudo que parecia encanto desmoronou em fração de segundos.
Para alguns, a mudança repentina não tem explicita resposta – por mais que questionamentos sejam feitos, nenhuma indagação pode afirmar com precisão o que realmente acontece. Aparentemente, todas as respostas eram encontradas em apenas se sentir bem com tamanha simplicidade nas coisas; na afeição por um outro ser que só de te olhar te faz sorrir… e hoje esse olhar se transformou em preocupação.
O que evidencia diante de tal fato é o medo de ser feliz. Temor de perder algo que já tem e sempre terá; talvez enxergar algo novo que realmente te tire da condição acomodada que hoje está, a qual não te agrega nada. Cegar-se a ponto de não encontrar as respostas que sempre procurou… o medo de voltar a viver um pesadelo que nós mesmos deixamos acontecer, esquecendo que quem não arrisca, para na vida.
É difícil de se entender, no meio desses prazeres mundanos que os dias atuais oferecem, que o segredo da felicidade está nas coisas simples que aparecem nas nossas vidas – nada é em vão, nada é coincidência. O que pode parecer remédio para as dores d’alma sem o menor esforço de assim ser, torna-se um nada diante dos prazeres da carne que os seres humanos se entregam de corpo e não de alma. Hoje, a ilusão da felicidade encontra-se, nada mais, nada menos, na efemeridade terrena, nos passos longos e sem rumo, em aproveitar somente o que o desejo pede…mas, e o coração?
O coração é sempre aquele considerado como “o marido traído”. Taxado de burro, ignorante, leviano… entre outros adjetivos que só fazem os seus donos esquecerem que ele fala por si só. Para os modernos, não há quem possa fazer com que o coração se liberte da redoma ou da prisão ao qual a maioria das pessoas o trancam e jogam a chave no bueiro. Não vale mais a pena sorrir para o próximo, corresponder uma gentileza, olhar o nascer do sol (porque o cair dele não nos faz levantar mais cedo para assistir). A comodidade sentimental do ser humano tornou-se tão igual à comodidade de reparar na simplicidade das coisas.
Não saímos mais pra dançar, saímos para encontrar o passatempo da noite. Não nos aproximamos para conhecer melhor a pessoa, saber de seus valores e ideais – queremos só o prazer pré-disposto. Não sentimos a brisa nos nossos rostos porque andamos com os vidros fechados e não acreditamos mais nas pessoas porque andamos com os olhos e o coração adormecidos…
Vamos então encher a cara, porque a curtição da vida é se esquecer dela!
O Transporte Coletivo
Hoje entendo perfeitamente o porquê das avenidas, marginais e principais estradas de São Paulo andam tão congestionadas pelo excesso de carros nas vias. Possivelmente eu seria uma das responsáveis por esse caos urbanizado se tivesse condições de participar de tal estatística…
O que mais inibe um ser humano dotado de, no mínimo, 50% de educação necessária para o bom convívio de adotar o transporte coletivo como método de locomoção, sem dúvida, é a falta dos 50% ao menos de educação da maioria que utiliza o instrumento citado.
Relatando a minha experiência de hoje, a qual na verdade tenho todos os dias, posso começar pela minha observação logo na catraca. Um garoto baforando seu terrivel e mal-cheiroso cigarro dentro do metrô (proibido POR LEI FEDERAL) e como se não bastasse a bituca acesa estava perto da minha calça e para todos fumarem coletivamente com ele, claro que a baforada foi pra cima…
Fora que FILA e ORDEM são duas palavras que não existe nessas áreas desde a década de 70, acredito eu… puxei assunto com uma garota que estava com o namorado na plataforma do metrô, tentando entrar em um dos vagões, já que eles eram os primeiros da “fila” (a qual NUNCA ninguém respeita) e apareceram centenas e milhares de pessoas do bueiro ou sei lá da onde e entraram na frente deles para embarcar, como se o teto daquela plataforma fosse desabar a qualquer momento ou se aquele trem fosse o último a passar por todo o resto da vida…ficamos para o próximo trem…que passaria daqui 3 MINUTOS…
Dois minutos e meio depois o outro trem chegou…e dessa vez fomos espertos, apesar de um engraçadinho ter entrado na frente deles novamente e CLARO que nos entreolhamos… perdi a garota de vista no momento que fui ARREMESSADA para dentro do vagão e sem querer virei um tapão na cara de uma moça, na esperança de conseguir segurar em algum lugar daquela lata de sardinha e evitar de beijar o pé de alguém…mais uma vez as pessoas se esquecem que OUTRO TREM PASSARÁ EM MENOS DE 3 MINUTOS e não há necessidade de empurra-empurra e nem tão pouco de aperto…
Detalhes importantes: nas principais plataformas, há adesivos ENORMES, solicitando aos cidadãos que aguarde o desembarque dos passageiros para DEPOIS embarcar. Claro que aquilo nem é lido… ou as pessoas insistem em serem ignorantes…parece jogo de futebol americano quando as portas se abrem…
Adesivo de saída do lado direito da porta? Pra que serve aquilo? Cada um sai do lado que der! E se tiver porta no teto…pode ser por lá também!
Chegando na minha estação, me recompondo daquela loucura, me direcionei à porta para o desembarque…mas…quem disse que consegui segurar em algum lugar? O que serve para evitar quedas com as brecadas do “maquinista” tá ali, servindo de apoio para um jovem cansado e sem simancol…enquanto tentava ali me equilibrar em minhas pernas para evitar novamente me encontrar com o chão… isso quando alguém não vira papagaio de pirata em seu ombro quando sentamos perto da barra de ferro horizontal e um dito ser acomoda a sua bunda gorda e desprezível no ferro e em você…
Claro que há também as gafes cotidianas, como fingir que está dormindo no banco reservado só pra não dar lugar a grávida de 7 meses, deixar o peludo e fedido sovaco solavancando o odor de um dia de trabalho em suas narinas e a maldita pressa de sempre, querendo tirar o pai da forca a todo custo a troco de nada!
No ônibus e lotação não é diferente. Primeiro que a lotação comporta cerca de 18, 25 pessoas no máximo. Entre às 17h e às 20h aquilo comporta 60! E sempre tem espaço pra mais um: “costa com costa ai no corredor ae genteeeee” – grita o cobrador.
Agora, o boom da década não são mais nem os que dormem ao teu lado e ficam balangando feito pêndulo, batendo constantemente e irritantemente do teu ombro quentinho e confortável, são os de baixa cultura, que compram aqueles celulares que tocam música, tiram foto, dança e sapateia, fazem mil coisas e o cara não sabe usar a metade, parcela em 24X no carnê e esquece A PORRA DO FONE DE OUVIDO em casa…ou nem sabem da existência dele, na verdade… rola de tudo em alto e bom som: funk carioca, pagode, sertanejo…e o engraçado é que eles acreditam FIELMENTE que todos ali, voltando cansados do trabalho, tem o mesmo gosto que o dele, a ponto de colocar alto pra todo o ônibus escutar – além do transporte, a música também se torna coletiva…mas sem você querer…não tem opção de escolha. Alguém já viu algum cara assim colocar pra tocar blues dentro do ônibus? Acho que não…
E é algo tão simples: fone de ouvido é vendido em barraca, vem com o celular, com o mp3, mp4, mpmotherfuckerkissmyass, disk man e até o lendário walk man!
MEU DEUS!
Pra finalizar, tem também o terror das viagens matinais: o excesso de creme sem enxágue no cabelo das “coléga”. Desse mal eu não sofro mais, pela graça divina, já que pego ônibus depois da hora do almoço pra ir pro trabalho. Mas, pelo meu entendimento à respeito do assunto, creme sem enxague deve ser usado em quantidade expressivamente pequena, nas pontas do cabelo, só pra reduzir o volume. Mas tem gente que insiste de passar da raiz as pontas, com aquele cabelo melado a ponto de dar nojo, deixando marcas molhadas nas costas da blusa e aquele cheiro doce e horriveil, lembrando de todos os pormenores do teu café da manhã conversando eu teu estômago…
Acho que as pessoas esquecem a educação debaixo do edredom antes de sair de casa. Queria eu ainda andar de bondinho e ser cortejada pelo rapaz que sentaria ao lado, sem malícia alguma, sem me olhar como se eu fosse um pedaço de carne…
Apesar que, se eu vivesse naquela época, não teria essa ferramenta pra dividir com “mais de mil” uma estupidez qualquer de uma rotina sem importância…
Começa o primeiro tempo…
Decidi abrir um novo blog… esse é o terceiro. Um que colaboro e outros dois que escrevo livremente. Um deles é só material de trabalho, já que estou engatinhando nessa coisa de ser jornalista. O outro é esse aqui.
Esse mais novo que nasce em uma madrugada de segunda vai servir pra postar os textos que procuro expressar o meu humor durante a semana – cansei de fazer isso no fotolog. Por lá as pessoas não levam a sério…não que aqui as minhas palavras vão ser levadas a sério um dia… mas a obrigação de sempre postar alguma foto (muitas vezes a foto não tem nada a ver com o texto) acaba me forçando a sentir que tenho que seguir regras, até na internet! Isso também não quer dizer que não vou postar fotos por aqui…mas isso não se tornará uma obrigatoriedade.
Dificil mexer nesse troço, né? WordPress… estranhar o novo sempre fez parte da minha vida. Mas acho que em um ano eu aprendo todas as funcionalidades que por aqui tem…
Assim começo minhas atividades por aqui…sem entender de nada, sem conteúdo algum…e sem nenhuma justificativa pra tudo isso…
Reticente.